A primeira frase do livro já me prendeu: "Ele soube na hora que era um osso humano, quando o tirou das mãozinhas de um bebê que estava sentado no chão, mastigando-o". A partir daí, eu já sabia que deveria esperar alguma coisa diferente.
Um esqueleto foi encontrado por acaso em um canteiro de obras. Os ossos são, provavelmente, da época da Segunda Guerra Mundial e, caso tenha havido um crime no local, a maior parte dos envolvidos pode estar morta ou com idade extremamente avançada. Mas o detetive Erlendur não tira a importância do caso por causa disso.
Ao começarem a cavar o terreno onde os ossos estão enterrados, começam a cavar o passado das vítimas e moradores da colina, voltando a um período sombrio e revirando memórias que podem machucar aqueles que ainda estão vivos.
A narrativa de Idridason é de grudar. Você começa pensando: "vou ler algumas páginas" e quando vê já é madrugada e você quer ler mais. O cenário da Islândia é um episódio a parte: nunca havia lido um livro passado no país. Não sei se isso acontece com vocês, mas quando termino um livro, acho que conheço um pouco do lugar onde ele se passa, é como se eu viajasse até lá. Minha primeira viagem a Reykjavik foi de tirar o fôlego.
O livro alterna entre a investigação, a vida pessoal de Erlendur (que tem um destaque menor na trama em relação aos outros acontecimentos) e a uma família que viveu na colina na época da Segunda Guerra - nós acompanhamos os acontecimentos da época. Essa família é essencial para o desfecho do livro e a história deles é de deixar amargurado.
O autor explora temas como violência doméstica e conflitos familiares de uma forma nova. Acho que o maior mérito de Indridason é tentar trabalhar o psicológico dos personagens, pois o desfecho não importa muito, mas sim as atitudes que levaram até ele.
O livro faz parte de uma série e quero muito ler os próximos livros do detetive Erlendur. Recomendadíssimo para quem gosta de policiais e conflitos psicológicos.
O livro alterna entre a investigação, a vida pessoal de Erlendur (que tem um destaque menor na trama em relação aos outros acontecimentos) e a uma família que viveu na colina na época da Segunda Guerra - nós acompanhamos os acontecimentos da época. Essa família é essencial para o desfecho do livro e a história deles é de deixar amargurado.
O autor explora temas como violência doméstica e conflitos familiares de uma forma nova. Acho que o maior mérito de Indridason é tentar trabalhar o psicológico dos personagens, pois o desfecho não importa muito, mas sim as atitudes que levaram até ele.
O livro faz parte de uma série e quero muito ler os próximos livros do detetive Erlendur. Recomendadíssimo para quem gosta de policiais e conflitos psicológicos.
Título: O silêncio do túmulo
Autor: Arnaldur Indridason
Tradutor: Álvaro Hattnher
Número de páginas: 320
Preço de catálogo: R$36



















8 opiniões:
Com uma primeira frase como essa o livro promete, não tinha ouvido falar dele ainda, mas ele acabou de entrar na minha listinha *-*
Nossa, fiquei com muita vontade de ler ;B E essa frase é realmente incrível! Chama a atenção de qualquer um.
Bjos, Bárbara.
Ela por Ela.
Opa, legal. Devo comprá-lo em breve. Policiais bacanas não saem toda hora.
Agora, esse é o segundo livro do cara lançado no Brasil. Experimente ler "A Cidade dos Vidros", lançado em 2008 pela Coleção Negra, a Record, que depois largou pra lá e não publicou mais o cara. É um livro bem legal, com ritmo mais lento, com o autor sempre atento ao aspecto psicológico dos personagens. http://www.skoob.com.br/livro/6717
Valeu!
Nossa,essa resenha me prendeu completamente,tenho que ler.
nossa que diferente hein? E eu tbm não iria parar com essa frase ai.
Bjs
Uhh, não sei se me atrai muito esse tipo de livro... Com certeza é bem diferente do que estou acostumada a ler hehe :)
Mas que bom que você gostou Iris :)
Beijoca!
Lú
www.estantechick.com
Adoro livros policiais! Já fiquei louca pra ler, ainda mais porque fala de 2ª Guerra Mundial :)
A resenha está muito boa.
Vou ver se consigo ler esse livro,o estilo me agrada.
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