Segunda à noite fui assistir a pré-estreia de Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, baseado no livro homônimo do sueco Stieg Larsson (resenhei aqui). A história do filme é a mesma do primeiro livro da trilogia Millenium e acompanha o jornalista Mikael Blomkvist (Daniel Craig) e a hacker Lisbeth Salander (Rooney Mara) em uma investigação que mescla passado, violência contra mulheres e algo que reflete no presente da família Vanger. Sobre o enredo, você pode saber melhor lendo a resenha do livro, já que o filme tem poucas mudanças em relação ao livro.
Começando pelos créditos iniciais, que fazem menção aos três livros e é maravilhoso, o filme como um conjunto é fantástico. Eu ainda não assisti a versão sueca (pretendo fazer isso na próxima semana) e quando assistir, comparo os livros, a versão americana e sueca. Mas vamos nos ater à versão americana do filme, que chega aos cinemas brasileiros nessa sexta-feira.
Rooney Mara é a encarnação de Lisbeth Salander. Noomi Rapace, que interpretou Lisbeth na versão sueca, é muito "recheada" se formos compará-la à visão esquelética que Larsson tinha de Salander. Não tenho como comparar a atuação de ambas, mas fisicamente Rooney Mara é muito mais parecida com a visão de menina frágil, esquelética e com aparência infantil que se esconde atrás de um visual que tem como principal objetivo disfarçar a fragilidade de sua aparência. E ela convence como Lisbeth - o olhar, a fúria, o modo reservado e ao mesmo tempo atirado... Rooney Mara brinca muito com essa dualidade de Salander, essa personalidade única que só Lisbeth pode ter sem se tornar irritante. Merecidamente foi indicada ao Oscar - indicação fresquinha, que aconteceu hoje pela manhã - por sua atuação como Lisbeth.
Mal dá para reconhecer a Rooney Mara debaixo de todo visual de Lisbeth. Ela realmente encarnou a personagem, adorei sua atuação do início ao fim!
Daniel Craig é um ótimo Mikael Blomkvist. Não é exatamente como eu o imaginava fisicamente, mas ele e Rooney Mara funcionaram bem em conjunto - embora eu ache que ele tenha ficado ofuscado em alguns momentos, mas fora isso, os dois proporcionaram uns momentos muito bons no filme, especialmente algumas cenas que acabaram tendo a graça que eu imaginei enquanto lia.
Estava com muito medo que suavizassem certas cenas que são muito importantes para causar o impacto que o livro tem sobre o leitor, especialmente em relação ao estupro. Embora sejam cenas pesadas, acho que precisam ser transmitidas para passarem bem a atmosfera do livro. Hollywood não poupou o espectador dessas cenas e elas foram bem chocantes para mim, embora eu tenha a leve impressão que provavelmente a versão sueca tenha se poupado muito menos ao mostrar as cenas de violência, porque não tem as mesmas preocupações que Hollywood. Só dá para saber quando assistir...
Até os vinte e poucos minutos finais eu estava extremamente feliz com o andamento do filme, porque ele é muito fiel. Mas uma pequena frase, que revela algo importantíssimo sobre o segundo livro, me deixou muito irritada - sobreviveríamos bem sem aquela informação sendo jogada para nós. Eu entendo que o espectador precisa de um argumento para o comportamento de Lisbeth, que o filme funciona de forma diferente do livro, mas aquela informação poderia ter sido segurada. Há também algumas pequenas mudanças no filme em relação ao livro, mas muitas dessas mudanças foram apenas para otimizar o tempo. Sobre o final que houve mudanças, a única mudança que pode ser mais gritante tem a ver com Harriet Vanger e não é algo que atrapalhe os outros filmes, então pode ir sem medo. Não havia muita necessidade, mas como algumas coisas não davam tempo de serem explicadas, eles "simplificaram" o problema, porque o filme é bem longo.
Dando uma nota para o filme, eu iria dar cinco estrelas... Mas acabou ganhando quatro estrelas e meia exatamente por causa daquela frase. Todos os atores estão muito bem em seus papéis, o filme tentou ser fiel ao livro o máximo que pode e o resultado para mim foi muito satisfatório. Em algumas cenas eu até virei o rosto, porque fiquei incomodada (especialmente na cena do gato) e as cenas mais esperadas são realmente agonizantes.
Se eu recomendo o filme? Pode ir correndo assistir quando estrear, porque é MUITO bom! Mas não deixe de ler o livro, que é melhor ainda. Apesar do filme ser bem explicativo e fiel, alguns detalhes que deixam a trama ainda melhor acabam escapando da adaptação pelo tempo, por isso, não hesite em ler o livro. Posso dizer que essa série é viciante e que estou devorando o segundo livro. A série Millenium tem que entrar na sua lista já - se eu desconfiasse que era tão boa assim, teria dado chance há muito tempo atrás. Sexta-feira eu quero todo mundo no cinema, se enveredando na vida conturbada dos Vanger junto ao Mikael e Lisbeth.
Começando pelos créditos iniciais, que fazem menção aos três livros e é maravilhoso, o filme como um conjunto é fantástico. Eu ainda não assisti a versão sueca (pretendo fazer isso na próxima semana) e quando assistir, comparo os livros, a versão americana e sueca. Mas vamos nos ater à versão americana do filme, que chega aos cinemas brasileiros nessa sexta-feira.
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| Rooney Mara como Lisbeth. |
Mal dá para reconhecer a Rooney Mara debaixo de todo visual de Lisbeth. Ela realmente encarnou a personagem, adorei sua atuação do início ao fim!
Daniel Craig é um ótimo Mikael Blomkvist. Não é exatamente como eu o imaginava fisicamente, mas ele e Rooney Mara funcionaram bem em conjunto - embora eu ache que ele tenha ficado ofuscado em alguns momentos, mas fora isso, os dois proporcionaram uns momentos muito bons no filme, especialmente algumas cenas que acabaram tendo a graça que eu imaginei enquanto lia.
Estava com muito medo que suavizassem certas cenas que são muito importantes para causar o impacto que o livro tem sobre o leitor, especialmente em relação ao estupro. Embora sejam cenas pesadas, acho que precisam ser transmitidas para passarem bem a atmosfera do livro. Hollywood não poupou o espectador dessas cenas e elas foram bem chocantes para mim, embora eu tenha a leve impressão que provavelmente a versão sueca tenha se poupado muito menos ao mostrar as cenas de violência, porque não tem as mesmas preocupações que Hollywood. Só dá para saber quando assistir...
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| Lisbeth (Rooney Mara) e Mikael (Daniel Craig) |
Até os vinte e poucos minutos finais eu estava extremamente feliz com o andamento do filme, porque ele é muito fiel. Mas uma pequena frase, que revela algo importantíssimo sobre o segundo livro, me deixou muito irritada - sobreviveríamos bem sem aquela informação sendo jogada para nós. Eu entendo que o espectador precisa de um argumento para o comportamento de Lisbeth, que o filme funciona de forma diferente do livro, mas aquela informação poderia ter sido segurada. Há também algumas pequenas mudanças no filme em relação ao livro, mas muitas dessas mudanças foram apenas para otimizar o tempo. Sobre o final que houve mudanças, a única mudança que pode ser mais gritante tem a ver com Harriet Vanger e não é algo que atrapalhe os outros filmes, então pode ir sem medo. Não havia muita necessidade, mas como algumas coisas não davam tempo de serem explicadas, eles "simplificaram" o problema, porque o filme é bem longo.
Dando uma nota para o filme, eu iria dar cinco estrelas... Mas acabou ganhando quatro estrelas e meia exatamente por causa daquela frase. Todos os atores estão muito bem em seus papéis, o filme tentou ser fiel ao livro o máximo que pode e o resultado para mim foi muito satisfatório. Em algumas cenas eu até virei o rosto, porque fiquei incomodada (especialmente na cena do gato) e as cenas mais esperadas são realmente agonizantes.
Se eu recomendo o filme? Pode ir correndo assistir quando estrear, porque é MUITO bom! Mas não deixe de ler o livro, que é melhor ainda. Apesar do filme ser bem explicativo e fiel, alguns detalhes que deixam a trama ainda melhor acabam escapando da adaptação pelo tempo, por isso, não hesite em ler o livro. Posso dizer que essa série é viciante e que estou devorando o segundo livro. A série Millenium tem que entrar na sua lista já - se eu desconfiasse que era tão boa assim, teria dado chance há muito tempo atrás. Sexta-feira eu quero todo mundo no cinema, se enveredando na vida conturbada dos Vanger junto ao Mikael e Lisbeth.








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8 opiniões:
Íris, a Noomi emagreceu por meeeeeeses pra poder fazer o papel da Lisbeth... ela não tá recheada no filme, ela tá perfeita no papel!
Nossa, não quero contar um spoiler do filme 3... mas veja sim os filmes suecos, aposto que sua impressão vai mudar. :))) *espero heheh*
xoxo
Seu blog é muito interessante e já estou seguindo.
Segue de volta?
http://superleitora.blogspot.com/
Beijinhos!!!
Oi, Íris!
Estou mega curiosa para ver a versão de Hollywood do filme, vi a sueca e gostei bastante, principalmente da atuação da Noomi, que foi brilhante ao meu ver. Estava lendo críticas sobre os indicados e um crítico disse que a atuação da Rooney se comparada à da Noomi, foi bem fraquinha. Mas como não sou crítica nem nada, acho que vou gostar. Estou ansiosa.
Beijos
Ok, AGORA animei pra ver.
p.s.: tenho o sueco no meu computador. A qualidade não tá muito legal, mas se quiser, trago num pendrive amanhã.
Vou locar o Filme versão sueca, depois vou ao cinema... adorei a dica, valeu!
Também vi o filme na pré-estreia segunda-feira e AMEI. E fiquei muito feliz com isso porque a minha expectativa com o filme era enorme (desde semana passada não paro de procurar coisas sobre a Trilogia e comprei os livros XD) e tinha medo que elas fossem frustradas. Ainda não vi o filme sueco, mas assim que ler a trilogia verei os três (:
*Ah, a Rooney Mara me encantou demais! Super acho que ela merece o oscar. E comparando a Rooney com a Noomi, prefiro a primeira (pelo menos vendo fotos).
Huum legal! Vou esperar sair em dvd, ou baixar ( mas agora com essa polêmica da Sopa que anda fechando todos os sites de dowloand nem sei se vai dar) e ver se gosto! Não é meu tipo preferido de filme mas sempre que é baseado em livro e parece original, dou uma change!
Uau, sempre quis ler esse livro, mas agora é urgente! haha
Amei a crítica ao filme. Estou doida para assisti-lo agora.
Beijinhos,
Mell Ferraz - Croissant Parisiense
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