E Janeiro chega ao fim! Gente, que loucura, né? JÁ??? Parece que foi ontem que o ano começou!
De qualquer forma, já fazem dois meses que o Papo Literal está no ar. Estão gostando? Bem, espero que sim, porque não temos planos de ir embora tão cedo.
Hoje, fiquei com dúvida entre continuar e expandir o que a Dayse falou sobre Pontos de Vistas, analisando os prós e contras da narração em primeira pessoa ou em terceira ou sobre mudar radicalmente de assunto e falar sobre os meus personagens favoritos.
O último venceu. Qualquer dia desses escrevo uma sobre primeira pessoa/terceira pessoa, então não chorem.
Nessa sexta-feira estreou o filme de Os Homens que não amavam as mulheres e, enquanto eu via, refleti sobre várias coisas (como o ódio que toda a sessão de cinema tinha por um dos personagens) e como eu gostava da Lisbeth Salander e do Mikael Blomkvist. Aí eu comecei a refletir e pensar: O que faz eu gostar de um personagem? Quais são as características que os colocam no topo da minha lista de preferências?
A identificação, acredito, é a primeira coisa. Eu me identifico com a Sophie, de Castelo Animado, me identifico com a Sydney, de Vampire Academy, me identifico com a Puck, de Scorpio Races. E por “me identificar” não quero dizer que sou igual à elas de cabo a rabo. Quero dizer só que tem um aspecto delas que me relaciona a elas.
Mas eu definitivamente não me identifico no mesmo nível com a Lisbeth Salander ou com o Derfel Cardarn. Com eles, eu sinto empatia. Sabe, aquele sentimento de que eu compreendo, de que se eu fosse como eles, faria a mesma coisa. Eu entendo a motivação deles e gosto dela, nem que seja só para desejar que a vida tivesse sido mais gentil com eles.
Outra coisa que é mais bizarra ainda é que, às vezes, um personagem tem tudo para ser o seu favorito: você entende as motivações, se identifica com algum aspecto dele... mas quando chega na hora H, você não gosta dele. Não adianta forçar, não adianta que tentem te explicar ou te mostrar, não há quem mude a sua ideia. Assim como acontece com aquelas pessoas que tinham tudo para serem suas amigas, mas os seus santos não batem, também acontece com os personagens!
Então, existem certas características neles que os fazem atraentes. O meu personagem favorito pode não ser o seu. Eu, por exemplo, tendo a gostar de pessoas racionais e dedicadas, que fariam qualquer coisa pela família ou pelos amigos. Além disso, não gosto de personagens fracos, que depende dos outros para poderem tomar decisões ou algo do tipo. Também não gosto de gente indecisa sem motivo ou de gente que não aprende com os seus erros.
Também acontece de o meu personagem favorito numa história ser... a própria história. Tem vezes, como na série Sussurro, que nenhum dos personagens consegue me cativar, mas continuo lendo porque gosto do que acontece e quero saber quais reviravoltas loucas irão acontecer.
E com vocês? Já refletiram sobre o que te faz gostar de um personagem? O que faz você querer ser amigo dele ou querer continuar acompanhando suas aventuras??
Bell, fangirl, leitora assídua de ficção científica, livros sobrenaturais e teorias econômicas. Nas horas vagas, viaja no tempo em sua TARDIS.
Twitter: @mecutuca






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6 opiniões:
Lisbeth é minha personagem de ficção favorita! SEM DUVIDA! G.G Adorooo ela! Mas acho q a versão antiga do cine mais fiel à personagem...
By My Self
Ótimo texto Babi! Acho que no fundo todo mundo se identifica ou sente empatia por algum personagem... da mesma maneira que o contrário acontece, nós também podemos ter aversão a certas figurinhas... mas essa é a "graça"... é poder descobrir, redescobrir, amar e odiar... características nada mais que humanas!
Um beijo,
Nica
Eu meio que já tracei um perfil dos meus personagens favoritos e nem sempre me identifico com eles.
Geralmente, gosto mais das personagens femininas, mas daquelas que suportam todo tipo de infortúnio, que não desistem, lutam até o fim como a Katniss de Jogos Vorazes, a Katsa de Graceling ou a Kate de A Negociadora (Todas com K rs).
Uma coisa que curto muito é que sejam personagens sarcásticos! Não precisa ser um rei do sarcasmo mas bom humor (mesmo que negro) sempre é válido.
Eu sempre me identifico com garotas, fortes, que enfrentam o perigo sem medo, e também as sofredoras, que passam por grandes traumas e etc. Me emociono com essas personagens, me coloco em suas peles, vivo seus sentimentos, choro suas lágrimas... E as vezes é a estória que me faz apegar em um personagem, de verdade... é, sou... bem estranha mesmo rsrs
Bj Bell
Concordo mas vai me dizer que nao gosta do Patch? Eu pelo menos amo ele! A vc ja leu Silencio? Adoraria ler a resenha feita por vc.
Beijos
Laura, quer sinceridade? Eu vejo o Patch como um tio velho e choro de rir todas as vezes que ele chama a Nora de Anjo ou qualquer coisa assim. Não gosto dele não, ahahah.
Sobre a resenha de silêncio, ela será publicada no meu blog em breve ;D
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